Região recebe 263 milhões para formação profissional
O secretário regional da Educação e Ciência reiterou segunda-feira, em Ponta Delgada, a aposta do Governo no ensino profissional, enquanto pilar importante do sistema educativo regional, e sublinhou os momentos-chave para a actividade que representa a entrada em vigor do novo quadro de financiamentos da União Europeia.


No encerramento das II Jornadas Pedagógicas da ANESPO - Associação Nacional do Ensino Profissional, Álamo Meneses indicou que os financiamentos comunitários à formação profissional nos Açores atingirão os 263 milhões de euros, de 2007 a 2013, quando, no último quadro comunitário de apoio, se ficaram pelos 110 milhões.

Para o secretário regional da Educação e Ciência, a grande aposta do ensino profissional passa, agora, por investir na qualidade, sendo necessário "aprofundá-lo e transformá-lo em algo cada vez mais forte e cada vez mais perene".
"A consolidação do ensino profissional deve ser desenvolvida através da selecção do que é importante e deve crescer adaptando a oferta às novas necessidades do mercado. Essa flexibilidade, aliada à procura da qualidade, é um meio indispensável para as escolas procederem a um processo de autoavaliação", considerou.

Ao realçar o grande esforço que o Governo está a fazer para que esse processo seja bem sucedido, advertiu para a necessidade das escolas entenderem que "a autoavaliação não é uma coisa para enfeitar, mas sim para por em prática, por forma a se perceber o que está bem dentro dos estabelecimentos e o que está menos bem e quais as áreas a intervir".
Segundo Álamo Meneses, existe, neste momento, um conjunto de activos nos Açores (cerca de 60%) sem formação adequada e isso significa que dezenas de milhares de activos precisam de passar pelas escolas.

Para que tal aconteça é preciso, porém, fazer ofertas aliciantes e realistas, conjugando a escola e o emprego, de forma a atrair a faixa da população em causa, alegou, sustentando que importa preparar as escolas para receber os alunos.
É nesse quadro que "o Executivo regional está a reduzir o número de escolas, mas está a criar boas escolas", um processo que deve ser adoptado pelos estabelecimentos de formação profissional, disse.
"Existem os recursos financeiros e a disponibilidade para fazer estes investimentos, mas é preciso que surjam os projectos com o realismo e a qualidade necessária para que o Governo Regional possa aprovar e financiar", considerou, referindo a importância da especialização das escolas de formação profissional.

O secretário regional anunciou, por outro lado, que na regulamentação do novo quadro comunitário vão ter de ser introduzidas, para as "Ilhas da Coesão", algumas normas de elegibilidade diferenciadas, de modo a criar nessas ilhas cursos mais pequenos e que possam aglutinar formações e dar respostas mais flexíveis, mesmo que isto implique algum grau de associação com escolas das ilhas maiores.

Álamo Meneses considerou, ainda, a certificação como um instrumento essencial ao bom funcionamento dos estabelecimentos, defendendo que o processo deve ser rigoroso, o que só se torna possível através da sua centralização na Direcção Regional do Trabalho e Qualificação Profissional.

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Fonte: Diário dos Açores
Data: 2007-07-04 10:28:46
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