PSD/A responsabiliza o Governo pelo agravamento do desemprego
O agravamento da taxa de desemprego "deve-se à situação de crise num conjunto de vários sectores de actividade" e a conteúdos formativos ´desajustados´ em matéria de qualificação profissional".


O PSD/Açores afirmou ontem que "o agravamento" da taxa de desemprego no arquipélago deve-se à situação de "crise" num conjunto de vários sectores de actividade e a conteúdos formativos "desajustados" em matéria de qualificação profissional.

Dados divulgados na passada semana pelo Instituto Nacional de Estatística indicam que a taxa de desemprego atingiu os 5,6% no primeiro trimestre deste ano, contra os 4,9% alcançados no trimestre final de 2007.

Numa conferência de imprensa, em Ponta Delgada, o porta-voz do PSD/Açores para o Emprego, António Marinho, frisou ser "inegável a tendência de agravamento" do desemprego nas ilhas, uma evolução que se deve à "situação de crise" em sectores como o turismo, construção civil e comércio.

"Basta ver o que se passa no turismo, com dormidas em quebra há sete meses, o que se reflecte em menos emprego. Na construção civil, porque vai acabar um determinado ciclo de obras, e no comércio com uma quebra de actividade, devido à diminuição do consumo", precisou o dirigente social-democrata.

António Marinho apontou ainda como "outro factor para o desemprego" nas ilhas o "desajustamento" dos conteúdos formativos em matéria de qualificação profissional para responderem às novas necessidades do tecido empresarial.

Evidenciando que "trimestre a trimestre a tendência de agravamento do desemprego é notória", António Marinho criticou a postura do Executivo regional, considerando que "prefere desvalorizar" ou "perde-se em explicações que chegam a roçar o ridículo".

Para o PSD/Açores, a criação de emprego "não passa pela mera injecção, sem critério, de dinheiros públicos", alegando que "grande parte dos meios financeiros aplicados em obras públicas cria situações de artificialismo na economia e não gera emprego consistente".

"O betão permite mitigar o problema do desemprego, mas não constitui mais do que um factor de amortecimento temporário", afirmou António Marinho, alertando que a situação do desemprego nas ilhas pode ser "ainda mais grave" e envolver "muito mais do que os 6.408 açorianos", segundo os dados do final do passado mês de Março.

Segundo António Marinho, enquanto as opções passarem só pela construção de infra-estruturas, nunca se conseguirá criar na região um verdadeiro espírito empreendedor.

"É preciso reforçar a actividade empresarial para criar emprego consistente, através de mecanismos ajustados às especificidades de cada ilha", defendeu, lembrando que o Partido Social Democrata (PSD) se propõe criar planos integrados de desenvolvimento com soluções "ajustadas" a cada parcela da região, caso vença as eleições regionais de Outubro.

"As famílias açorianas, obviamente, sentem na pele tais efeitos. Sentem que as opções políticas dos últimos anos, permitindo inaugurar empreendimentos de ´encher o olho´, não reverteram a seu favor", considerou.

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Fonte: Diário dos Açores
Data: 2008-05-20 10:24:39
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