Paulo Casaca alerta Comissão Europeia para projecções da AIE
O deputado Paulo Casaca questionou terça-feira à noite a Comissão Europeia sobre a possibilidade de estar a minimizar de dez a vinte vezes o real impacto da directiva que visa incluir a aviação civil no regime de comércio de licenças de emissão de gases com efeito de estufa na União Europeia (EU-ETS).
Num encontro promovido, em Bruxelas, pelo Transatlantic Policy Network (TPN) sobre "Segurança Energética e Alterações Climáticas", o parlamentar português alertou os responsáveis pelo executivo comunitário para os números anunciados no relatório "Perspectivas Tecnológicas para a Energia" apresentado esta mês pela Agência Internacional de Energia (AIE) que num cenário optimista, ou seja, de grande sucesso na inovação tecnológica relativa a energias alternativas, estima em 200 dólares (preços constantes de 2005) o preço de emissão da tonelada de CO2, sendo que esses valores poderão mesmo atingir os 500 dólares num quadro evolutivo mais pessimista.
Recorde-se que, quando a Comissão Europeia realizou o seu estudo de impacto da proposta de extensão do EU-ETS à aviação civil foram apenas considerados dois cenários (6 euros e 30 euros) ambos substancialmente desfasados dos números que agora são apresentados pela Agência Internacional de Energia.
Tendo em conta o grau de fiabilidade dos números apresentados pela Agência Internacional de Energia, o eurodeputado decidiu igualmente interpor junto dos serviços do Parlamento Europeu uma questão parlamentar dirigida à Comissão Europeia sobre a necessidade de se proceder à revisão do referido estudo de impacto e de se avaliar convenientemente as estimativas apresentadas.
Refere particularmente o caso das regiões ultraperiféricas, interrogando o executivo comunitário sobre a atenção que dedicou nesta matéria às RUP, cuja acessibilidade ficará à mercê do preço dos leilões de emissões de carbono.
No âmbito da sua actividade parlamentar, Paulo Casaca pretende continuar a seguir com carácter de prioridade esta proposta de directiva, que se encontra em processo de segunda leitura no Parlamento Europeu, tendo esta semana reunido com o Ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, e com o Presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, a fim de transmitir as suas preocupações e dar conta da consagração parcial de isenções para as RUP previstas pelo Conselho mediante um acordo já alcançado junto do relator Peter Liese.

Num encontro promovido, em Bruxelas, pelo Transatlantic Policy Network (TPN) sobre "Segurança Energética e Alterações Climáticas", o parlamentar português alertou os responsáveis pelo executivo comunitário para os números anunciados no relatório "Perspectivas Tecnológicas para a Energia" apresentado esta mês pela Agência Internacional de Energia (AIE) que num cenário optimista, ou seja, de grande sucesso na inovação tecnológica relativa a energias alternativas, estima em 200 dólares (preços constantes de 2005) o preço de emissão da tonelada de CO2, sendo que esses valores poderão mesmo atingir os 500 dólares num quadro evolutivo mais pessimista.
Recorde-se que, quando a Comissão Europeia realizou o seu estudo de impacto da proposta de extensão do EU-ETS à aviação civil foram apenas considerados dois cenários (6 euros e 30 euros) ambos substancialmente desfasados dos números que agora são apresentados pela Agência Internacional de Energia.
Tendo em conta o grau de fiabilidade dos números apresentados pela Agência Internacional de Energia, o eurodeputado decidiu igualmente interpor junto dos serviços do Parlamento Europeu uma questão parlamentar dirigida à Comissão Europeia sobre a necessidade de se proceder à revisão do referido estudo de impacto e de se avaliar convenientemente as estimativas apresentadas.
Refere particularmente o caso das regiões ultraperiféricas, interrogando o executivo comunitário sobre a atenção que dedicou nesta matéria às RUP, cuja acessibilidade ficará à mercê do preço dos leilões de emissões de carbono.
No âmbito da sua actividade parlamentar, Paulo Casaca pretende continuar a seguir com carácter de prioridade esta proposta de directiva, que se encontra em processo de segunda leitura no Parlamento Europeu, tendo esta semana reunido com o Ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, e com o Presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, a fim de transmitir as suas preocupações e dar conta da consagração parcial de isenções para as RUP previstas pelo Conselho mediante um acordo já alcançado junto do relator Peter Liese.
+ Informações:
Fonte: Diário dos Açores
Data: 2008-06-26 16:48:11
Visualizações: 150
Data: 2008-06-26 16:48:11
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