Peça De João Paulo II sexta-feira no coliseu
Uma peça de teatro sobre os valores das relações humanas, escrita por Karol Wojtyla, o Papa João Paulo II, sobe ao palco do Coliseu Micaelense esta sexta-feira, 4 de Julho. “A Loja do Ourives”, interpretada pela Companhia do Teatro Bocage, de Lisboa, será apresentada pela primeira vez nos Açores, em sessão única pelas 21h30.


O argumento de “A Loja do Ourives” desenvolve-se a partir de um texto da autoria de Andrzej Jawién, pseudónimo literário de Karol Wojtyla, depois Papa João Paulo II, com adaptação e encenação de Mauro Toledo.

Esta produção do Teatro Bocage conta com as interpretações de Carlos Dias, Joaquim Guerreiro, Jorge Cabral, Mafalda Belo, Miriam Vieira e Samara Rainho.

Para comemorar o terceiro aniversário da morte do Papa João Paulo II, o Teatro Bocage estreou a 28 de Março esta peça que se manteve em cena até 26 de Abril na capital portuguesa, estando agora em digressão nacional com uma única apresentação açoriana agendada para 4 de Julho no Coliseu Micaelense. Os últimos bilhetes encontram-se à venda na Bilheteira do Coliseu, entre as 13h00 e as 20 horas, pelo preço único de 10 euros.

“A Loja do Ourives” é uma história que gira em torno do amor, do casamento e das relações entre Pais e Filhos. É uma sinfonia dramática dividida em três actos distintos, envolvendo as relações humanas e os seus valores.

As personagens não são Santos, nem vultos de perfil histórico. São pessoas como nós, com os seus casamentos, nascimentos, dúvidas e incertezas. Como escreveu Karol Wojtyla, “Se um coração humano obstina-se na dureza, um coração de carne palpitará nas próprias pedras”.

O matrimónio e a relação entre os casais estão no centro desta história pensada pelo jovem que viria a ser Papa. Um casal que deseja casar, mas a vida não lhe parece sorrir. Outro casal não quer sorrir para a vida e parecem definitivamente afastados um do outro. Por fim, dois jovens que se amam, mas hesitam em entregar-se. Sentem receios. Afinal, têm na frente os afastamentos, a bulha e os desastres dos pais.

Desde a sua juventude que o falecido Papa João Paulo II se dedicava à literatura e ao estudo das artes, de forma particular ao teatro. Dedicou algumas das suas energias não só a escrever, mas também a dirigir os seus trabalhos. Algumas vezes adoptava pseudónimos para assinar as suas peças. Andrzej Jawién era um desses pseudónimos que deu autoria a esta peça que será apresentada em exclusivo no Coliseu Micaelense.

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Fonte: GaCs
Data: 2008-07-03 14:49:37
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