Não iniciação tabágica é a medida mais eficaz de controlo das doenças respiratórias
A directora regional da Saúde considerou hoje, na Horta, que "a não iniciação tabágica é a medida mais eficaz de controlo das doenças respiratórias".


A afirmação foi proferida por Teresa Brito durante a sessão de abertura, à qual presidiu, das VI Jornadas de Pneumologia em Medicina Familiar dos Açores e Continente, de decorrem hoje e amanhã na ilha do Faial.

Para a directora regional, tal não invalida, porém, que "a cessação tabágica também seja uma importante medida de saúde pública a não ser descurada".

Lembrou, a propósito, que a "epidemia" do tabaco continua a ser "um importante problema de saúde pública" em Portugal, já que cerca de 20% da população é fumadora, de acordo com os dados do último Inquérito Nacional de Saúde.

Segundo explicou, a Região, ainda bem recentemente, fez aprovar legislação que dá execução no arquipélago ao disposto na Convenção Quadro da Organização Mundial de Saúde para o Controlo do Tabaco, estabelecendo assim nas ilhas as "normas tendentes à prevenção do tabagismo".

Teresa Brito disse ainda que, com a publicação daquele diploma, o Serviço Regional de Saúde ficou responsável "pela criação de consultas de cessação e prevenção tabágica nas suas unidades", as quais, embora em diferentes fases de desenvolvimento, "vêm sendo disponibilizadas nas Unidades de Saúde".

Referiu também que nos três hospitais da Região é já "disponibilizada uma consulta organizada semanal", sendo que no hospital de Angra do Heroísmo "preconiza-se a oferta do número de consultas através de três períodos semanais".

Sobre as jornadas, a directora regional disse que elas "consolidam um projecto formativo, promovem a interdisciplinaridade e reforçam a importância da Medicina Geral e Familiar no âmbito específico das doenças respiratórias".

Importa ter presente que, de acordo com os dados do terceiro relatório elaborado pelo Observatório Nacional de Doenças Respiratórias, relativo a 2007, as doenças respiratórias "têm alta incidência em Portugal, ainda que muitas vezes sub-valorizadas e sub-diagnosticadas".

A directora regional aproveitou igualmente a ocasião para prestar uma homenagem pública ao médico Hélio António Flores Brasil, recentemente falecido, e que foi, nas palavras, "um grande impulsionador da formação médica nos Açores", tendo ocupado, entre muitos outros cargos, as funções de orientador de Formação Específica e representante da Região no Conselho Científico do Instituto de Clínica Geral da Zona Sul e coordenador do Internato Médico de Clínica Geral.

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Fonte: GaCS/FG
Data: 2008-07-03 16:41:01
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