Banca pode ter dificuldades em financiar necessidades da economia
O sistema financeiro português pode vir a travar o crescimento económico do país, incapaz de responder às necessidades de financiamento das empresas e particulares, alerta o BPI num relatório de Novembro sobre os mercados financeiros.

"Num momento em que a economia está a perder alguns dos seus motores de crescimento dos últimos anos (exportações e investimento), o sector bancário português (...) poderá não dispor dos meios suficientes para manter o ritmo de financiamento à actividade económica, redundando num factor adicional de arrefecimento da economia nacional por via de abrandamento do consumo e do investimento em construção, que vinha revelando sinais de melhoria do desempenho", pode ler-se no relatório do BPI.
"O crédito bancário é uma fonte de financiamento para o sector não financeiro muito mais relevante em Portugal do que noutras economias", nota Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI no mesmo documento.
Entre 2000 e 2006, o crédito bancário representava perto de 70% dos meios de financiamento da economia portuguesa, valor que compara com percentagens de 40% em França, perto de 55% na Alemanha e em Espanha, e menos de 20% nos EUA, segundo dados do Banco Mundial citados pelo BPI.
Portugal é o país, de um conjunto de 10, em que a importância do mercado de acções para o financiamento é mais baixo (pouco mais de 20%), segundo os mesmos dados.
Cristina Casalinho considera que "esta dependência" de empresas e particulares do crédito da banca é "particularmente importante" na actual conjuntura, já que Portugal tem um elevado défice externo, que deverá ser de 13% do PIB em 2009, segundo o FMI.
Como a explosão do crédito em Portugal, nos últimos anos, não foi acompanhada por uma forte subida dos depósitos, os bancos portugueses tornaram-se "dependentes" do mercado monetário e de capitais externo, nota a mesma economista.
A palavra do leitor

"Num momento em que a economia está a perder alguns dos seus motores de crescimento dos últimos anos (exportações e investimento), o sector bancário português (...) poderá não dispor dos meios suficientes para manter o ritmo de financiamento à actividade económica, redundando num factor adicional de arrefecimento da economia nacional por via de abrandamento do consumo e do investimento em construção, que vinha revelando sinais de melhoria do desempenho", pode ler-se no relatório do BPI.
"O crédito bancário é uma fonte de financiamento para o sector não financeiro muito mais relevante em Portugal do que noutras economias", nota Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI no mesmo documento.
Entre 2000 e 2006, o crédito bancário representava perto de 70% dos meios de financiamento da economia portuguesa, valor que compara com percentagens de 40% em França, perto de 55% na Alemanha e em Espanha, e menos de 20% nos EUA, segundo dados do Banco Mundial citados pelo BPI.
Portugal é o país, de um conjunto de 10, em que a importância do mercado de acções para o financiamento é mais baixo (pouco mais de 20%), segundo os mesmos dados.
Cristina Casalinho considera que "esta dependência" de empresas e particulares do crédito da banca é "particularmente importante" na actual conjuntura, já que Portugal tem um elevado défice externo, que deverá ser de 13% do PIB em 2009, segundo o FMI.
Como a explosão do crédito em Portugal, nos últimos anos, não foi acompanhada por uma forte subida dos depósitos, os bancos portugueses tornaram-se "dependentes" do mercado monetário e de capitais externo, nota a mesma economista.
A palavra do leitor
+ Informações:
Fonte: DA
Data: 2008-11-12 14:44:37
Visualizações: 217
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