Investigadores abrem caminho a novos antibióticos mais eficazes e seguros
Investigadores portugueses conseguiram caracterizar a estrutura tridimensional de uma enzima essencial para a sobrevivência do bacilo da tuberculose, o que poderá abrir caminho ao desenvolvimento de novos antibióticos mais eficazes e seguros contra esta doença.
Este trabalho, publicado na edição de terça-feira da revista científica norte-americana PLoS ONE, foi realizado por uma equipa de investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), da Universidade do Porto, em colaboração com colegas da Universidade de Coimbra.
"Trata-se da primeira vez que a enzima GpgS, essencial para a sobrevivência do bacilo da tuberculose mas para a qual não existe equivalente nos seres humanos, é caracterizada estruturalmente", disse à Lusa a coordenadora da equipa, Sandra Ribeiro.
A enzima participa na construção da parede celular da Mycobacterium tuberculosis, o organismo causador da tuberculose, a qual, tal como em muitas outras bactérias patogénicas, lhe permite resistir a agentes agressores.
Conhecida com detalhe atómico a forma da molécula, esta torna-se "um alvo plausível para uma futura intervenção terapêutica no âmbito da tuberculose", uma doença com grande incidência em Portugal e cujo combate é cada vez mais difícil - afirmou Sandra Ribeiro.
"Uma vez que não deverão afectar a acção das enzimas humanas, os compostos que forem direccionados contra aquela enzima poderão revelar-se agentes anti-tuberculosos eficazes e potencialmente sem toxicidade ou efeitos secundários", sublinhou.
São conhecidos os efeitos adversos dos antibióticos actualmente utilizados no tratamento clínico da tuberculose, além de que o seu uso inadequado, devido à interrupção dos tratamentos ou a dosagens inapropriadas, levou ao aparecimento de estirpes resistentes a esses compostos e por isso de mais difícil tratamento.
Embora se registe nos últimos anos uma diminuição do número de novos casos da doença na União Europeia, a sua prevalência no espaço europeu sofreu um aumento em virtude de um acréscimo de casos nos países de leste.
Por outro lado, não tem diminuído a percentagem de novos casos detectados que são do tipo multi-resistente, sendo considerada preocupante a elevada percentagem destes casos entre a população imigrante e em seropositivos.
Devido a esta situação, segundo explicou a investigadora, "é urgente a identificação de novos alvos moleculares no bacilo da tuberculose e o concomitante desenvolvimento de novos compostos, direccionados especificamente para essas moléculas, que conduzem a uma nova geração de antibióticos".
A taxa de incidência da tuberculose em Portugal, com mais de 32 casos por cada 100 mil habitantes em 2006, segundo dados da OMS, é quase o dobro da média dos países da União Europeia.
Este estudo resultou de um trabalho de colaboração que data de um período (entre 2003 e 2006) em que Sandra Ribeiro era investigadora no Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNBC) do Departamento de Zoologia da Universidade de Coimbra, no grupo de Milton Costa e Nuno Empadinhas, que há vários anos identifica e caracteriza microrganismos isolados de ambientes ricos em sal ou que sobrevivem a elevadas temperaturas.
Num trabalho anterior, esta equipa de investigadores - que inclui Pedro Pereira, Bebiana Moura (IBMC) e Luciana Albuquerque (CNBC) - já tinha descrito a função da enzima GpgS, identificando-a já como um alvo com elevado potencial terapêutico.
Investigadora no IBMC desde 2006, Sandra Ribeiro licenciou-se em Bioquímica pela Universidade do Porto (1992) e doutorou-se em Química pela Universidade Técnica de Munique (1999) com uma tese dedicada à determinação da estrutura tridimensional de proteínas por cristalografia de raios-X.
O seu trabalho actual centra-se na caracterização estrutural de proteínas envolvidas em doenças nerodegenerativas e de novos alvos terapêuticos provenientes de patogénios humanos.

Este trabalho, publicado na edição de terça-feira da revista científica norte-americana PLoS ONE, foi realizado por uma equipa de investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), da Universidade do Porto, em colaboração com colegas da Universidade de Coimbra.
"Trata-se da primeira vez que a enzima GpgS, essencial para a sobrevivência do bacilo da tuberculose mas para a qual não existe equivalente nos seres humanos, é caracterizada estruturalmente", disse à Lusa a coordenadora da equipa, Sandra Ribeiro.
A enzima participa na construção da parede celular da Mycobacterium tuberculosis, o organismo causador da tuberculose, a qual, tal como em muitas outras bactérias patogénicas, lhe permite resistir a agentes agressores.
Conhecida com detalhe atómico a forma da molécula, esta torna-se "um alvo plausível para uma futura intervenção terapêutica no âmbito da tuberculose", uma doença com grande incidência em Portugal e cujo combate é cada vez mais difícil - afirmou Sandra Ribeiro.
"Uma vez que não deverão afectar a acção das enzimas humanas, os compostos que forem direccionados contra aquela enzima poderão revelar-se agentes anti-tuberculosos eficazes e potencialmente sem toxicidade ou efeitos secundários", sublinhou.
São conhecidos os efeitos adversos dos antibióticos actualmente utilizados no tratamento clínico da tuberculose, além de que o seu uso inadequado, devido à interrupção dos tratamentos ou a dosagens inapropriadas, levou ao aparecimento de estirpes resistentes a esses compostos e por isso de mais difícil tratamento.
Embora se registe nos últimos anos uma diminuição do número de novos casos da doença na União Europeia, a sua prevalência no espaço europeu sofreu um aumento em virtude de um acréscimo de casos nos países de leste.
Por outro lado, não tem diminuído a percentagem de novos casos detectados que são do tipo multi-resistente, sendo considerada preocupante a elevada percentagem destes casos entre a população imigrante e em seropositivos.
Devido a esta situação, segundo explicou a investigadora, "é urgente a identificação de novos alvos moleculares no bacilo da tuberculose e o concomitante desenvolvimento de novos compostos, direccionados especificamente para essas moléculas, que conduzem a uma nova geração de antibióticos".
A taxa de incidência da tuberculose em Portugal, com mais de 32 casos por cada 100 mil habitantes em 2006, segundo dados da OMS, é quase o dobro da média dos países da União Europeia.
Este estudo resultou de um trabalho de colaboração que data de um período (entre 2003 e 2006) em que Sandra Ribeiro era investigadora no Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNBC) do Departamento de Zoologia da Universidade de Coimbra, no grupo de Milton Costa e Nuno Empadinhas, que há vários anos identifica e caracteriza microrganismos isolados de ambientes ricos em sal ou que sobrevivem a elevadas temperaturas.
Num trabalho anterior, esta equipa de investigadores - que inclui Pedro Pereira, Bebiana Moura (IBMC) e Luciana Albuquerque (CNBC) - já tinha descrito a função da enzima GpgS, identificando-a já como um alvo com elevado potencial terapêutico.
Investigadora no IBMC desde 2006, Sandra Ribeiro licenciou-se em Bioquímica pela Universidade do Porto (1992) e doutorou-se em Química pela Universidade Técnica de Munique (1999) com uma tese dedicada à determinação da estrutura tridimensional de proteínas por cristalografia de raios-X.
O seu trabalho actual centra-se na caracterização estrutural de proteínas envolvidas em doenças nerodegenerativas e de novos alvos terapêuticos provenientes de patogénios humanos.
+ Informações:
Fonte: DA
Data: 2008-11-18 15:13:55
Visualizações: 126
Data: 2008-11-18 15:13:55
Visualizações: 126
Comentários:
Para comentar precisa de estar registado e identificado.
Sem comentários
Sem comentários
Explorações aviárias dos Açores sem presença de salmonelas
Nova associação quer promover saúde na Região
Hospital de Ponta Delgada vai receber novo TAC este trimestre
Viagra ajuda proteína que defende coração
Taxa de incidência da gripe continua a aumentar, mas portugueses recorrem menos às urgências
Surto de gripe não chegou aos Açores
Esclarecimento da Secretaria Regional da Saúde sobre evacuações de doentes do Corvo
Afinal, quantas doenças tem cada português?
Toxicodependência “deve ser encarada com humanismo e pragmatismo”
Caminhada e a corrida são mais eficazes na inibição do apetite que a musculação
Nova associação quer promover saúde na Região
Hospital de Ponta Delgada vai receber novo TAC este trimestre
Viagra ajuda proteína que defende coração
Taxa de incidência da gripe continua a aumentar, mas portugueses recorrem menos às urgências
Surto de gripe não chegou aos Açores
Esclarecimento da Secretaria Regional da Saúde sobre evacuações de doentes do Corvo
Afinal, quantas doenças tem cada português?
Toxicodependência “deve ser encarada com humanismo e pragmatismo”
Caminhada e a corrida são mais eficazes na inibição do apetite que a musculação





