Prémios Nobel pedem medidas para melhorar educação em áreas em conflito
Mais de 30 prémios Nobel da Paz pediram medidas urgentes para melhorar a educação de crianças e construir a paz em países afectados por conflitos armados.

Em carta divulgada ontem através da Aliança Internacional Save the Children, 31 agraciados - entre eles o ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter e o Dalai Lama - pedem aos líderes de todo o mundo que prestem mais atenção ao sofrimento de aproximadamente 37 milhões de menores.
Estas crianças vivem em situações muito difíceis que as impedem de frequentar a escola, dizem os signatários.
"A guerra e o conflito são realizados por adultos. Mas, cada adulto foi criança uma vez e cresceu com experiências que lhe marcaram a vida", diz a mensagem, assinada pelo arcebispo Desmond Tutu e pela líder da oposição birmanesa, Aung San Suu Kyi.
"No centro disto está a educação. No entanto, se mais de 70 milhões de crianças não têm a oportunidade de ir ao colégio e mais da metade delas vive em países afectados por um conflito armado, o que estão aprendendo estas crianças?", questiona a carta.
No caso do conflito na República Democrática do Congo (RDC), calcula-se que 5 milhões, das 9,6 milhões de crianças em idade escolar não podem ir à escola, afirma a Save the Children.
Um porta-voz da ONG afirmou que "sem uma protecção adequada diante de um conflito que cresceu nas últimas semanas, mais crianças foram forçadas a fugir das escolas". "Alguns colégios foram usados para o recrutamento de estudantes como crianças-soldado", indicou o porta-voz.
A carta dos prémios Nobel tem a intenção de apoiar uma campanha da Save the Children centrada em facilitar a educação aos menores que vivem em países afectados por algum conflito.
A respeito desta campanha, Carter ressaltou que viu o "impacto beneficente da educação no impulso da paz. Seria um erro subestimar a influência que as crianças podem ter na formação de opiniões e decisões dos adultos".
Já a secretária-geral da Save the Children, Charlotte Petri Gornitzka, expressou a sua satisfação com a decisão destes agraciados em falar com "uma só voz".
"O seu apoio evidencia que, se a comunidade internacional quiser realmente acabar com os conflitos e construir uma paz duradoura em países como Uganda, RDC e Afeganistão, a educação tem de ser prioridade", acrescentou Gornitzka.
A palavra do leitor

Em carta divulgada ontem através da Aliança Internacional Save the Children, 31 agraciados - entre eles o ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter e o Dalai Lama - pedem aos líderes de todo o mundo que prestem mais atenção ao sofrimento de aproximadamente 37 milhões de menores.
Estas crianças vivem em situações muito difíceis que as impedem de frequentar a escola, dizem os signatários.
"A guerra e o conflito são realizados por adultos. Mas, cada adulto foi criança uma vez e cresceu com experiências que lhe marcaram a vida", diz a mensagem, assinada pelo arcebispo Desmond Tutu e pela líder da oposição birmanesa, Aung San Suu Kyi.
"No centro disto está a educação. No entanto, se mais de 70 milhões de crianças não têm a oportunidade de ir ao colégio e mais da metade delas vive em países afectados por um conflito armado, o que estão aprendendo estas crianças?", questiona a carta.
No caso do conflito na República Democrática do Congo (RDC), calcula-se que 5 milhões, das 9,6 milhões de crianças em idade escolar não podem ir à escola, afirma a Save the Children.
Um porta-voz da ONG afirmou que "sem uma protecção adequada diante de um conflito que cresceu nas últimas semanas, mais crianças foram forçadas a fugir das escolas". "Alguns colégios foram usados para o recrutamento de estudantes como crianças-soldado", indicou o porta-voz.
A carta dos prémios Nobel tem a intenção de apoiar uma campanha da Save the Children centrada em facilitar a educação aos menores que vivem em países afectados por algum conflito.
A respeito desta campanha, Carter ressaltou que viu o "impacto beneficente da educação no impulso da paz. Seria um erro subestimar a influência que as crianças podem ter na formação de opiniões e decisões dos adultos".
Já a secretária-geral da Save the Children, Charlotte Petri Gornitzka, expressou a sua satisfação com a decisão destes agraciados em falar com "uma só voz".
"O seu apoio evidencia que, se a comunidade internacional quiser realmente acabar com os conflitos e construir uma paz duradoura em países como Uganda, RDC e Afeganistão, a educação tem de ser prioridade", acrescentou Gornitzka.
A palavra do leitor
+ Informações:
Fonte: DA
Data: 2008-11-21 15:58:41
Visualizações: 99
Data: 2008-11-21 15:58:41
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