Mestrado em Gestão de Empresas (MBA)
BPP está aberto a propostas de Fusão ou de Aquisição
O Presidente do Banco Privado Português, João Rendeiro, não se mostrou preocupado com a recusa de aval do Banco de Portugal, alegando que há boas alternativas para o BPP ultrapassar as dificuldades em que se encontra.


O Presidente do Banco Privado Português, João Rendeiro, afirmou ontem que há soluções alternativas se não se concretizar o aval do estado ao seu banco.

O homem forte do banco Privado afirma estar aberto a propostas de fusão ou aquisição.

João Rendeiro não quis, no entanto, pormenorizar quais as soluções alternativas que vislumbra para resolver os problemas do banco e optou antes por elogiar a actuação do Banco de Portugal.

"Sei é que há um esforço muito importante do Banco de Portugal e do BPP no sentido de haver uma colaboração para que haja uma evolução muito positiva da situação. Em particular, gostaria de agradecer a colaboração do dr. Vítor Constâncio nos esforços continuados que tem feito", declarou.

Quanto a uma hipótese posta nos últimos dias de o BPP ser absorvido pelo BCP, João Rendeiro não quis comentar, adiantando no entanto, que o BPP "está aberto a possibilidades de fusão e aquisição".

"Estou num momento de tranquilidade. Penso que as perspectivas são positivas e vamos aguardar tranquilamente a colaboração muito positiva que está a haver entre o BPP e o Banco de Portugal. Vamos encontrar certamente as melhores soluções", acrescentou.

O Banco de Portugal vai dar um parecer negativo ao pedido de garantias estatais para um financiamento de 750 milhões de euros ao Banco Privado Português (BPP). Não afasta, no entanto, por completo a hipótese de uma ajuda adicional. "Não podemos dar ordens aos bancos privados (que possam ajudar o BPP). Mas estamos a acompanhar a situação em busca de uma solução. Não pode é ser uma solução no âmbito do programa de garantias estatais à banca", afirmou o Governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, em entrevista à RTP1.

No entanto, o banco central pretende avalizar um financiamento de até 45 milhões de euros ao BPP, acrescentou o governador, referindo que isto foi comunicado à administração do BPP, liderada por João Rendeiro, na semana passada.

O montante solicitado pelo BPP é considerado excessivo tendo em conta a contribuição do banco na economia nacional. Ainda assim, estão a ser estudadas alternativas. Uma garantia adicional, ao banco liderado por João Rendeiro, não fica excluída se sobrar alguma verba dos 20 mil milhões da garantia estatal.

Vários accionistas têm tentado junto da banca privada nacional obter apoio para uma ajuda financeira ao BPP que permita a sua recuperação.

De acordo com notícias publicadas no "Diário Económico", CGD, BES, BPI e BCP, os grandes bancos privados portugueses recusaram-se a dar qualquer tipo de ajuda ao Banco Privado Português.

Stefano Saviotti, accionista do Banco Privado Português, afirmou estar disponível para acompanhar um possível aumento de capital do banco português.

"Estou disponível, mas a decisão de aumentar o capital social tem de sempre de passar por uma Assembleia-Geral", disse.

Stefano Saviotti lembrou que "um só accionista não pode decidir". Saviotti tem uma participação da ordem de seis por cento do capital do BPP.

O Banco Privado Português tem um capital de 150 milhões de euros e conta no seu caderno três mil clientes.

Nas últimas duas semanas, tempo em que se tornaram públicas as dificuldades do banco, o BPP foi alvo de uma corrida às contas.

Os clientes levantaram fundos no valor de 500 milhões de euros. Se se tiver em consideração que no final de 2007 o BPP tinha em depósitos 584,8 milhões de euros, poder-se-á chegar à conclusão da descapitalização que o Banco sofreu.

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Fonte: DA
Data: 2008-11-26 16:21:12
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