Portugal deverá adoptar medidas da UE que melhor se adaptem ao país
Portugal vai adoptar as medidas que melhor se adaptem à realidade nacional, do total das propostas apresentadas pela Comissão Europeia para o relançamento da economia europeia, disse ontem o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social.
"Portugal adoptará as medidas que forem mais adequadas à situação portuguesa", disse Vieira da Silva, em declarações aos jornalistas, à margem do seminário de encerramento do projecto "Revalorizar o Trabalho para Promover a Igualdade".
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, anunciou ontem o plano de propostas do executivo comunitário para o relançamento da economia europeia, orçado em 200 mil milhões de euros, o equivalente a 1,5% do PIB da União Europeia.
Entre as propostas contidas no pacote apresentado por Bruxelas, a Comissão aconselha os Estados-membros a baixar o IRS sobre os salários mais baixos e recomenda o aumento do valor e da duração dos subsídios de desemprego, especialmente no que diz respeito às famílias mais carenciadas.
No entender do ministro Vieira da Silva, que disse não conhecer ainda em detalhe as propostas, tratam-se de medidas respeitantes a áreas da responsabilidade dos Estados membros, mas ressalvou que "Portugal irá aplicar aquelas que considera mais importantes".
"O Governo terá que as analisar e aquilo que o Governo já apontou como fundamental é centrar os nossos esforços na promoção das condições para a criação e manutenção de emprego. Essa é a nossa prioridade", rematou.
Na mesma altura, o secretário-geral da Confederação-geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-In), um dos parceiros na organização do seminário, salientou aos jornalistas que as medidas de fundo adoptadas até agora pela Comissão Europeia têm sido muito centradas no tratamento "das feridas profundas" do sistema financeiro e que as medidas ontem apresentadas ainda não representam uma mudança.
"Essas medidas de protecção social, essas politicas sociais, são importantes, mas não tenhamos ilusões, ou há uma revalorização da retribuição do trabalho (...) e os salários são mais justos e os trabalhadores ficam desde logo com as condições para a gestão de melhores condições de vida ou não se muda o sentido das politicas que vêm sendo seguidas", criticou Carvalho da Silva.
Para Carvalho da Silva, as medidas não podem ser "nem temporárias", "nem meramente curativas".
"Ou há valorização dos salários ou tudo isto não passa de encanar a perna à rã para mais ou menos tudo continuar na mesma", sublinhou.

"Portugal adoptará as medidas que forem mais adequadas à situação portuguesa", disse Vieira da Silva, em declarações aos jornalistas, à margem do seminário de encerramento do projecto "Revalorizar o Trabalho para Promover a Igualdade".
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, anunciou ontem o plano de propostas do executivo comunitário para o relançamento da economia europeia, orçado em 200 mil milhões de euros, o equivalente a 1,5% do PIB da União Europeia.
Entre as propostas contidas no pacote apresentado por Bruxelas, a Comissão aconselha os Estados-membros a baixar o IRS sobre os salários mais baixos e recomenda o aumento do valor e da duração dos subsídios de desemprego, especialmente no que diz respeito às famílias mais carenciadas.
No entender do ministro Vieira da Silva, que disse não conhecer ainda em detalhe as propostas, tratam-se de medidas respeitantes a áreas da responsabilidade dos Estados membros, mas ressalvou que "Portugal irá aplicar aquelas que considera mais importantes".
"O Governo terá que as analisar e aquilo que o Governo já apontou como fundamental é centrar os nossos esforços na promoção das condições para a criação e manutenção de emprego. Essa é a nossa prioridade", rematou.
Na mesma altura, o secretário-geral da Confederação-geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-In), um dos parceiros na organização do seminário, salientou aos jornalistas que as medidas de fundo adoptadas até agora pela Comissão Europeia têm sido muito centradas no tratamento "das feridas profundas" do sistema financeiro e que as medidas ontem apresentadas ainda não representam uma mudança.
"Essas medidas de protecção social, essas politicas sociais, são importantes, mas não tenhamos ilusões, ou há uma revalorização da retribuição do trabalho (...) e os salários são mais justos e os trabalhadores ficam desde logo com as condições para a gestão de melhores condições de vida ou não se muda o sentido das politicas que vêm sendo seguidas", criticou Carvalho da Silva.
Para Carvalho da Silva, as medidas não podem ser "nem temporárias", "nem meramente curativas".
"Ou há valorização dos salários ou tudo isto não passa de encanar a perna à rã para mais ou menos tudo continuar na mesma", sublinhou.
+ Informações:
Fonte: DA
Data: 2008-11-27 15:04:58
Visualizações: 150
Data: 2008-11-27 15:04:58
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