Governo empenhado na defesa do sector agro-pecuário açoriano
O secretário regional da Agricultura e Florestas reafirmou, hoje, a defesa dos interesses do sector agro-pecuário açoriano, classificando-o de “estratégico e fundamental” para a Região.


Noé Rodrigues, que falava após as reuniões mantidas, em Angra do Heroísmo, com as direcções da União de Cooperativas de Lacticínios Terceirense (UNICOL) e da Associação dos Jovens Agricultores Terceirenses (AJAT), sublinhou que tanto no passado como agora estão em curso diversas estratégias e esforços para a salvaguarda do sector, no quadro da revisão da Política Agrícola Comum (PAC).

Nesse âmbito, recordou a deslocação ao arquipélago da comissária europeia Agricultura, a convite do presidente do Governo Regional, aquando do anúncio do fim das quotas leiteiras e a presença de um representante no Parlamento em Bruxelas nos trabalhos de acompanhamento da revisão da PAC.

“Temos participado em todas as reuniões técnicas e de trabalho que se desenvolvem no âmbito da revisão da PAC”, disse.

Após a reunião, realizada no âmbito dos encontros regulares com os parceiros sociais do sector agro-pecuário, Noé Rodrigues sublinhou, ainda, a “capacidade de sensibilização dos decisores nacionais e comunitários” nesta matéria, factor que permitiu a recente aprovação de novos fundos para a agricultura açoriana.

“Nós tivemos a possibilidade de reforçar – e muito – o envelope POSEI para o apoio ao rendimento dos produtores açorianos que é fruto do trabalho profícuo, contínuo, intenso que se faz junto quer do Ministério da Agricultura, quer da Comissão Europeia” afirmou.

Noé Rodrigues reiterou, porém, a posição do Governo açoriano de defesa do actual sistema de quotas na União Europeia pelo facto deste regime “proteger” as especificidades da produção leiteira açoriana, face a centros produtivos “que podem beneficiar de economias de escala de difícil acesso” aos investimentos locais.

O secretário regional alegou a posição “consensualizadora” resultante do trabalho elaborado em conjunto pelas associações de produtores, unidades industriais e forças políticas para, na impossibilidade de manter-se o regime de quotas, “trazer para os produtores açorianos um envelope compensatório para reduzir a concorrência global num regime de liberalização da produção”.

Segundo disse, o Executivo já conseguiu garantir a criação por parte do Governo da República de um regime de compensação para todos produtores açorianos" e a implementação de uma discriminação positiva” na atribuição aos Açores de 23 mil toneladas do total de 38 mil toneladas atribuídas a Portugal para reestruturar o sector, bem como a garantia de, em 2010, o prémio aos produtos lácteos passe a integrar o pacote financeiro do POSEI, perspectivando-se esse apoio para além de 2014/2015.

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Fonte: GaCS/HA
Data: 2008-11-28 12:28:33
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