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Conferências no Faial evocam 260 anos da presença açoriana em Santa Catarina
O Governo dos Açores promove domingo à noite, na ilha do Faial, um ciclo de conferências evocativo dos 260 anos de presença açoriana no Estado brasileiro de Santa Catarina e do centenário do nascimento de Franklin Cascaes.


A iniciativa é da Direcção Regional das Comunidades e tem lugar no Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, na Horta, a partir das 21 horas.

Além destas duas conferências, a cargo dos docentes João Lupi e Sérgio Luiz Ferreira, de Santa Catarina, o evento inclui uma apresentação do Grupo de Teatro Giz sobre Frankin Cascaes

Em meados do Século XVII, por determinação da Coroa portuguesa, realizou-se uma bem sucedida experiência de colonização no Brasil com o objectivo de povoar e defender os actuais estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Por edital de 31 de Agosto de 1746, D. João V fez então saber aos habitantes das ilhas dos Açores que a Coroa oferecia uma série de vantagens aos casais ilhéus que decidissem emigrar para o litoral do sul do Brasil.

Em menos de um ano, foram 7.817 os açorianos que manifestaram o desejo de se transferirem para o Brasil. Os primeiros desses açorianos, que haviam deixado o arquipélago em Novembro de 1847, desembarcaram na ilha de Santa Catarina em Janeiro do ano seguinte e os últimos já no início de 1754.

Nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul ainda hoje há sinais evidentes da presença açoriana, não só na arquitectura mas também nos usos, costumes e tradições, como as “Reisadas” e as Festas do Espírito Santo.

De ascendência açoriana, Frankin Cascaes distinguiu-se como historiador, pesquisador, ecologista, artista plástico e folclorista, tendo dedicado parte de sua vida ao registo das tradições, usos e costumes do povo de Santa Catarina.

Franklin Cascaes, que hoje dá o dome a uma fundação, foi um incansável pesquisador do comportamento, das características populares e das actividades de subsistência dos colonos açorianos que habitaram a ilha de Santa Catarina, e a sua arte e genialidade são uma das maiores contribuições para a preservação da identidade cultural do município de Florianópolis.

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Fonte: GaCS/FG/DRC
Data: 2008-11-28 12:37:06
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